A CGTP e a UGT decidiram convocar uma greve geral, em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral, apresentado pelo Governo. Esta será a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da troika.
A Câmara Municipal de Beja emitiu um comunicado onde informa os munícipes que, devido à Greve Geral “poderão ocorrer perturbações no funcionamento de alguns serviços municipais. Neste sentido, é possível que determinados atendimentos, recolha de resíduos, serviços administrativos ou operacionais, educativos e de transportes, sofram atrasos ou limitações ao longo deste dia”, justifica a autarquia.
Apelando à compreensão de todos e ao exercício de uma cidadania responsável, a autarquia assegura que “está a acompanhar a situação e divulgará qualquer informação adicional que se revele necessária”.
Serviços mínimos na saúde e emergência
Os serviços mínimos na saúde para a greve geral incluem situações de urgência, quimioterapia, cuidados paliativos e pensos, segundo a decisão do Tribunal Arbitral do CES. Entre os serviços que têm de ser assegurados no dia da greve geral estão “situações de urgência, assim como todas aquelas situações das quais possa resultar dano irreparável/irreversível ou de difícil reparação, medicamente fundamentadas”.
São cobertos pelos serviços mínimos blocos operatórios dos serviços de urgência, serviços de internamento que funcionam em permanência e as hospitalizações domiciliárias, assim como cuidados paliativos, cuidados intensivos, hemodiálise e tratamentos oncológicos em função da prioridade.
O INEM anunciou que estão definidos os serviços mínimos para a greve geral e manifestou-se convicto de que os técnicos de emergência pré-hospitalar vão garantir que nenhuma situação emergente ficará sem resposta.
Teixeira Correia
(jornalista)


