Moura: GNR termina casamento com 300 pessoas.


A GNR interrompeu casamento em Moura, foi o segundo naquele concelho no espaço de duas semanas. Os factos foram ambos enviados para tribunal.

Militares da GNR do Destacamento Territorial de Moura com o apoio do Destacamento de Intervenção de Beja, interromperam na quarta-feira um casamento que reunia cerca de 300 pessoas, que decorria no lugar do Espadanal, a cerca de 3 quilómetros de Moura, junto à Estrada Nacional 258, na ligação a Vidigueira.

Este foi segundo casamento que juntava pessoas de etnia cigana, que foi interrompido pela GNR naquele concelho. A outra boda juntava uma centena de pessoas e realizou-se no passado dia 28 de agosto na aldeia de Póvoa de São Miguel.

Em comunicado o Comando Territorial de Beja (CTBeja) revelou que “após conhecimento da realização do casamento que violava as nomas decretadas pelo Conselho de Ministros e que o mesmo não tinha sido autorizado pela Autoridade de Saúde, confirmaram a presença de cerca de 300 pessoas”, sendo que da intervenção da GNR resultou a “interrupção da cerimónia, eu ficou reduzida aos cidadãos residentes no local”. O CTBeja justifica que “não se registou qualquer incidente” e que os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Moura.

Recorde-se que no passado dia 28 de agosto, a GNR tinha interrompido casamento que decorria na aldeia de Póvoa de São Miguel porque “existia um grande número de pessoas e que não cumpriam as determinações das autoridades de saúde”, tendo o mesmo ficado reduzido aos familiares diretos e aos noivos “num número inferior a 20 pessoas”, justificou na altura o CTBeja.

Bairro do Espadanal

Espadanal, é na língua portuguesa, um lugar onde crescem espadanas, o nome comum dado a diversas espécies de vegetais. Em Moura, Espadanal, significou no passado mês de abril o lugar onde rebentou o primeiro foco de covid-19 no distrito de Beja.

Após o conhecimento do primeiro caso, um homem com cerca de 60 anos que esteve internado nos Cuidados Intensivos do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, que gerou 33 casos positivos, 17 dos quais crianças e jovens. Na altura foi necessária a intervenção da GNR para evitar que os membros da comunidade deixassem o lugar.

Teixeira Correia

(jornalista)

 


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