Um sexagenário de nacionalidade alemã foi ontem condenado pelo Tribunal de Beja, na pena única de cinco anos de prisão pelos crimes de tráfico de estupefacientes e de detenção de arma proibida.
Michael Laschinger, que se encontrava em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Beja desde 28 de abril do ano passado e, que na terça-feira cumpriu 66 anos, “recebeu uma prenda de aniversário”, quando ouviu a presidente do coletivo de juiz, suspender a pena pelo tempo da condenação, deixando o edifício judicial em liberdade.
Espalhados por diversos locais da habitação e da propriedade, localizada em São Luís, concelho de Odemira, em quantidades e embrulhos distintos, os militares do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Vila Nova de Milfontes apreenderam 1 256 971,58 gramas de cannabis, 4.940 euros, armas de fogo, como uma caçadeira e uma pistola Glock, armas brancas e diverso material ligado ao tráfico de droga.
Entre os diversos apetrechos os guardas confiscaram duas balanças digitais de precisão, uma máquina de trituração de plantas, uma máquina de embalar de vácuo, esteiras de secagem e sacos de plástico.
Para suspender a pena, o tribunal considerou que “o arguido confessou em parte a posse da droga e das armas, a sua idade e o estado de saúde. Acreditámos que não vai voltar a cometar qualquer crime. Se o fizer, volta para a cadeia”, resumiu a magistrada.
O individuo que já foi condenado por consumo de estupefacientes, negou o envio de droga para a Suíça, como constava da acusação, sustentando que a denúncia foi uma vingança, crime do qual foi absolvido.
O advogado de defesa Rui Fonseca e Castro, o juiz negacionista que Conselho Superior da Magistratura afastou da magistratura por decisões no Tribunal de Odemira, durante a pandemia de covid-19, tinha defendido que o seu cliente deveria ser condenado “por um crime de tráfico de menor gravidade numa pena suspensa, sem privação de liberdade”, o que veio a suceder.
Teixeira Correia
(jornalista)


