Quarta-feira, Dezembro 17, 2025

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(Atualizada) OE 2026: Segunda fase de ampliação do Hospital de Beja fora do documento.

Grupo Parlamentar do Partido Socialista (GPPS) dá conta que o deputado Pedro do Carmo pede explicações ao Governo por deixar cair segunda fase de ampliação do Hospital de Beja no OE.

Segundo o documento, o deputado do PS Pedro do Carmo “mostrou-se surpreendido” por a segunda fase de ampliação do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, “não constar” do Orçamento do Estado para 2026 e quer explicações do Governo.

Pedro do Carmo, eleito pelo círculo de Beja, recorda que o Governo do PS “tomou a decisão, em 2023, de ampliar o Hospital de Beja através de despacho, tendo sido iniciados todos os procedimentos no ano seguinte para a sua concretização”, contando com uma dotação financeira no Orçamento do Estado para 2025.

Citando o deputado alentejano o GPPS lembra que chegou mesmo a ser contratada uma assessoria técnica e constituído o júri para análise de projetos.

“É com muita preocupação que recebo a notícia e é de extrema gravidade que o Hospital de Beja não conste na proposta de Orçamento do Estado para 2026”, lamentou o socialista, que apontou que este é “o único dos investimentos que cai em igualdade de circunstâncias”, já que “o Hospital do Oeste – que ainda não tem local definido – ou os hospitais de Barcelos e do Algarve continuam a estar na proposta de Orçamento do Estado”.

Para Pedro do Carmo, “é urgente e necessária uma justificação para esta situação”, até porque as “consequências são gravíssimas”, uma vez que o hospital poderá não conseguir fixar profissionais.

Atualização

Em comunicado, o deputado do PSD eleito pelo distrito de Beja, refuta as afirmações de Pedro do Carmo dizendo que “a ampliação e a requalificação do Hospital de Beja não precisam de estar no articulado, nem no relatório do Orçamento de Estado. Só precisam de estar no Orçamento da Saúde, devido à verba já ter sido cabimentada no Orçamento de Estado para 2025. Assim, os projetos previstos serão pagos pelo orçamento da ULSBA e não têm qualquer impacto no próximo Orçamento de Estado, logo, não têm que lá ser submetidos”.

No documento, acrescenta Gonçalo Valente que “o Ministério das Finanças colocou no Orçamento de Estado as obras que estão em curso ou podem iniciar em 2026. No caso do Hospital José Joaquim Fernandes temos aprovado o perfil assistencial e reorganização do programa funcional. Temos o despacho do Ministério da Saúde a autorizar a ULSBA a constituir o júri para analisar o projeto de arquitetura, o que também já está concretizado. Em 2026 será aberto o concurso para a elaboração dos projetos de arquitetura. A obra propriamente dita só em 2027 depois da concretização do projeto de arquitetura e do consequente concurso adjudicado para a sua execução”, remata.

Teixeira Correia

(jornalista)

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