Terça-feira, Julho 28, 2026

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Ourique: Radar Social, mais proximidade e capacidade de resposta no Município.

O Radar Social, projeto do Município de Ourique, identificou 363 situações de vulnerabilidade no concelho entre dezembro de 2024 e junho de 2026.

A grande maioria resulta do trabalho realizado no âmbito dos Censos Sénior, em articulação com a GNR, que permitiu visitar e conhecer a situação de idosos que vivem sozinhos ou isolados.

Todas as situações foram avaliadas e encaminhadas, em função das necessidades identificadas, para o Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social do município, o Gabinete de Ação Social ou as entidades parceiras da Rede Social, com mobilização de respostas nas áreas social e da saúde.

“Este projeto permitiu conhecer melhor a realidade social do concelho e reforçou a nossa responsabilidade de agir perante cada situação identificada”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Ourique, Marcelo Guerreiro.

A intervenção arrancou em dezembro de 2024, com uma equipa de duas técnicas da área social, para identificar pessoas, famílias e grupos em situação de vulnerabilidade, risco de pobreza ou exclusão, através de um trabalho de proximidade com os parceiros da Rede Social.

O projeto tinha como meta inicial 70 sinalizações. O crescimento deveu-se sobretudo às visitas domiciliárias no âmbito dos Censos Sénior, que permitiram identificar idosos sozinhos ou isolados e conhecer as suas condições habitacionais, necessidades de saúde, redes de suporte e fatores de risco. O aumento das sinalizações traduz um trabalho mais abrangente de identificação no terreno e não significa, por si só, um agravamento das vulnerabilidades sociais no concelho.

“Este resultado só foi possível graças ao trabalho conjunto entre a equipa do Radar Social, a GNR, as juntas de freguesia e as restantes entidades da Rede Social. Uma sinalização é apenas o primeiro passo. O que importa é avaliar cada situação e mobilizar a resposta necessária. No centro deste trabalho estão as pessoas e a responsabilidade coletiva de não deixar ninguém sem apoio”, conclui Marcelo Guerreiro.

O isolamento e a solidão representam 65% dos motivos de sinalização, seguindo-se situações de saúde (18%) e outras formas de vulnerabilidade social (17%).  Metade das sinalizações teve origem em entidades parceiras, entre as quais a GNR, enquanto 40% foram efetuadas por vizinhos ou pessoas conhecidas. As restantes distribuíram-se por outras origens (9,6%) e por sinalizações anónimas (0,4%).

Ao longo da intervenção foram ainda realizadas 29 sessões de divulgação junto da população e das entidades parceiras. Além dos resultados quantitativos, o Radar Social permitiu atualizar os principais instrumentos de planeamento social do concelho e reforçar a cooperação entre o município, as juntas de freguesia, a GNR, as IPSS, o Centro de Saúde, o Agrupamento de Escolas, a CPCJ e os restantes parceiros da Rede Social.

Promovido pelo Município de Ourique no âmbito da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza, o Radar Social contou com um investimento de 150.468,65 euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, através da Componente C03 — Respostas Sociais. O financiamento terminou a 30 de junho de 2026, mas o Município de Ourique mantém o acompanhamento das situações identificadas através do Gabinete de Ação Social e do Serviço de Atendimento de Ação Social (SAAS).

 

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