Évora: Homicida da advogada ausente do tribunal, por causa da greve dos guardas prisionais.
Abr24

Évora: Homicida da advogada ausente do tribunal, por causa da greve dos guardas prisionais.

Greve dos guardas prisionais leva a que homicida de advogada de Estremoz, falhe hoje terceiro dia de julgamento no Tribunal de Évora.

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Évora: Homicida de advogada “não se lembra de nada”, face à medicação.
Mar18

Évora: Homicida de advogada “não se lembra de nada”, face à medicação.

“Não me lembro de nada. Estou muito medicado.” Foram as palavras mais usadas por Francisco Borda d’Água, empresário de Estremoz, acusado da morte da advogada da mulher em 6 de maio de 2014. “Estou sobre medicação muito forte e não me lembro de nada. Não estou em condições de me lembrar de nada”, foram as palavras muitas vezes usadas por Francisco Borda d’Água, o empresário de Estremoz, quando questionado sobre a morte da advogada Natália de Sousa, crime pelo qual começou ontem (terça-feira) a ser julgado no Tribunal de Évora. O arguido apresentou-se em tribunal, com barba crescida, olhar profundo e distante, voz tremula, camisola de malha com um buraco à frente e outro atrás, num aparente cenário de estar sobre forte efeito de medicamentos. Francisco quando questionado sobre as razões do divórcio, afirmou ser “uma situação muito grave de que não falava”, acrescentando quando a juíza lhe perguntou se era traído pela mulher, ripostou que “envergonho-me dela”, concluiu. Questionado várias vezes sobre os factos ocorridos no dia 6 de maio no gabinete da vítima, à juíza que preside ao Colectivo que o julga e o acusou de ter “memória selectiva para algumas coisas”, a chorar Francisco disse: “cometi um crime sem querer, mas não sei explicar o que se passou. Soube depois que morreu uma advogada”. Às perguntas da magistrada sobre o que queria dizer com o facto de “ter cometido um crime sem crer”, e se este tinha a ver com o seu divórcio, Borda d’Água, voltou ao chavão “não sei explicar”. A constante atitude do arguido em “recorrer” à forte medicação para não ter presentes os factos, o Procurador do Ministério Público requereu que fossem ouvidas as suas declarações em primeiro interrogatório, o que foi subscrito pela Ordem dos Advogados, que se constituiu assistente no processo e que essas declarações fossem livres de apreciação de prova e o individuo fosse julgado por ausência. Requerimento aceite, foram ouvidas as declarações de Francisco Borda d’Água a magistrados do Tribunal de Estremoz, onde assumiu que “agarrei o pescoço da advogada e bati-lhe com a cabeça no chão duas ou três vezes. Estava viva quando sai do escritório. Soube na esquadra, depois de preso, que ela tinha morrido”, disse dois dias após a morte da advogada, sustentando que “nunca tive intenção de matar a mulher”, concluiu. “Fui ao escritório mostrar-lhe umas fotografias da minha mulher com o amante, para não lhe pagar a pensão que ela queria. A advogada empurrou-me e disse que me estragava a vida. Estava esgotado da cabeça e passei-me. Agarrei-lhe no pescoço e bati-lhe com a cabeça no chão”, recordando que ao sair do escritório “um...

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