Quinta-feira, Setembro 10, 2026

InícioOpiniãoTecnocrónica: WhatsApp, IA na escola e videojogos

Tecnocrónica: WhatsApp, IA na escola e videojogos

O WhatsApp testa frequentemente na versão beta da sua app de mensagens uma série novas funcionalidades e a mais recente avistada pelo site WABetaInfo permitirá aos utilizadores terem agentes de Inteligência Artificial de outras empresas, como é o caso da OpenAI, da Google e da Anthropic.

Ademar Dias

Jornalista

Rádio Horizonte Algarve/ Tavira

A ideia é que os utilizadores do WhatsApp conversem com estes agentes de Inteligência Artificial diretamente na app de mensagens.

Uma particularidade importante a ter em conta é que este agente de Inteligência Artificial não terá acesso às outras conversas no WhatsApp. Além disso, estas conversas com agentes também não terão encriptação ponta a ponta.

Trata-se de um teste, portanto, o lançamento oficial fica pendente.

Quase metade dos alunos portugueses de 15 anos usam a Inteligência Artificial para estudar e fazer trabalhos e há cada vez mais relatos de estudantes distraídos com os écrans durante as aulas.

Estas são algumas das conclusões da nova edição do maior estudo internacional sobre educação, o Programme for International Student Assessment (PISA).

31% dos estudantes portugueses dizem que os seus colegas se distraem frequentemente com dispositivos digitais nas aulas de Ciências, contra 28% na OCDE.

O estudo mostra ainda que os estudantes que se distraem com os ecrãs têm piores desempenhos académicos, quando comparados com os colegas que garantem não se distrair.

Dos quase sete mil alunos portugueses inquiridos, 48% disseram usar chatbots de IA para aprender (a média da OCDE é de 46%) e dizem que os usam para fazer uma pesquisa inicial, elaborar resumos ou escrever textos.

O número de pessoas a trabalhar em videojogos aumentou. Quem o diz é Amir Satvat, fundador da ASGC, empresa dedicada a ajudar pessoas a encontrar trabalho.

Segundo disse ao GI.biz, os trabalhos mudaram de localização geográfica, a concentração da receita focou-se num número menor de companhias, e atualmente as necessidades nos videojogos mudaram.

Satvat diz que, ao contrário do que acontecia até agora, a indústria está a sair dos Estados Unidos para ir para o resto do mundo, uma transição geográfica motivada por menores custos laborais, incentivos governamentais e disponibilidade de talento. Os EUA representam mais de 60% dos despedimentos recentes, mas os trabalhos na Ásia e Pacífico aumentaram 10%, com especial contributo da China, enquanto na Europa permaneceu estagnado.

Uma equipa de investigadores do Ispa – Instituto Universitário de Lisboa publicou um estudo que ajuda a clarificar a fronteira entre o envolvimento intensivo em videojogos e a perturbação de jogo (“Gaming Disorder”). Segundo os resultados, o tempo passado a jogar, por si só, não é um indicador fidedigno de patologia, o que contraria abordagens focadas apenas na duração da atividade.

A investigação mostra que o sofrimento psicológico e a dificuldade em gerir emoções são preditores muito mais fortes da transição para comportamentos problemáticos do que o número de horas diárias de jogo. Nestes casos, jogar passa a funcionar como uma estratégia compensatória para lidar com emoções negativas, o que pode consolidar quadros de dependência ao longo do tempo.

Os autores sugerem que o rastreio e o apoio clínico devem dar prioridade à identificação de mecanismos de desregulação emocional e motivações para jogar, em vez de se basearem apenas em controlos de tempo ou limites horários.

E no cinema, destaque para a estreia do filme sul coreano “Hope”.

Quanto à história… Coreia do Sul, próximo da Zona Desmilitarizada. Nos arredores de Hope, uma cidade portuária, uma descoberta misteriosa vai envolver os seus habitantes numa luta desesperada pela sobrevivência contra algo misterioso e aterrador, mergulhando a comunidade no caos. O que começa como uma emergência local rapidamente se transforma num mistério mais profundo, que semeia um desastre de proporções cósmicas, obrigando todos os habitantes a confrontar o desconhecido.

“Hope” é realizado por Na Hong-jin e no elenco estão os nomes de Hwang Jung-min, Zo In-sung, Hoyeon, Taylor Russell, Cameron Britton, Alicia Vikander e Michael Fassbender.

Trailer em https://www.youtube.com/watch?v=1mXPZKiLiXE

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Recentes