Quinta-feira, Maio 28, 2026

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(Última hora) Fª do Alentejo: Bombeira e funcionários de câmara condenados por tráfico de drogas.

Uma operacional dos bombeiros, o seu companheiro e dois funcionários da autarquia de Ferreira do Alentejo, de idades entre 31 e 59 anos, foram condenados, esta quinta-feira, pelo Tribunal de Beja, a penas entre três anos e nove meses e seis anos e meio, por crime de tráfico de estupefacientes, praticado em co-autoria material.

A bombeira e o companheiro foram também condenados pelo crime de peculato de uso, por utilização indevida de dois dispositivos “Via Verde”, propriedade da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ferreira do Alentejo (AHBVFA). E o homem foi sentenciado ainda pelo crime de detenção de arma proibida.

Cátia I., bombeira de 31 anos, foi condenada a uma pena suspensa de três anos e nove meses; o seu companheiro, Ricardo S., de 38 anos, apanhou a seis anos e meio (pena efetiva); O técnico superior da autarquia de Ferreira, Jorge S., de 54 anos, que é o único dos arguidos que estava em prisão preventiva (foi libertado hoje), foi punido com uma pena, suspensa, de cinco anos de cadeia; e José C., canalizador da mesma câmara, com 59 anos, foi condenado a quatro anos de prisão, também em pena suspensa.

O grupo foi desmantelado por militares do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Aljustrel da GNR, na noite de 3 de fevereiro do ano passado. O casal foi detido em Figueira dos Cavaleiros, no concelho de Ferreira do Alentejo, no regresso de Lisboa, depois de um negócio de droga.

Nessa altura, militares do NIC vigiavam os dois funcionários municipais, que também foram detidos e alvo de buscas domiciliárias.

A utilização pelo casal, do dispositivo de Via Verde pertencente aos Bombeiros de Ferreira do Alentejo visava fugir à vigilância da GNR. Mas o facto de uma das viaturas dos bombeiros estar inoperacional no quartel tramou os arguidos.

Na última deslocação dos arguidos a Lisboa para comprar estupefaciente, a GNR encontrou heroína na viatura em que o casal fez a viagem, acompanhado dos seus dois filhos menores, de um e quatro anos.

Também um dos funcionários da autarquia, o canalizador, usou um veículo do Município nas atividades ilegais de tráfico, mas não foi acusado do crime de peculato de uso.

Na altura em que foram detidos, todos os arguidos ficaram em liberdade mediante termo de identidade e residência, mas, oito meses depois, um deles, o técnico superior da autarquia ferreirense, foi de novo apanhado pela GNR quando regressava de Lisboa com heroína e cocaína, tendo sido presente a tribunal e ficado em prisão preventiva.

Teixeira Correia

(jornalista)

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