Depois dos votos favoráveis na votação do Orçamento Municipal e as Grandes Opções do Plano (OM/GOP) para 2026, em reunião da Câmara de Beja, o que aconteceu uma década depois, a CDU volta ao mesmo registo na Assembleia Municipal no mesmo espaço de tempo.
Desde 21 de novembro de 2016, altura em que liderava a autarquia bejense, tendo João Rocha como presidente que a Coligação Democrática Unitária (CDU) não votava favoravelmente as Grandes Opções do Plano e Orçamento da Câmara Municipal de Beja.
Os documentos para o ano 2017 foram aprovadas por maioria, com 17 votos a favor da bancada da CDU, 10 abstenções do PS, PSD/CDS-PP e 2 votos contra do BE e PSMCT.
Depois, entre 2018 e 2024, a CDU absteve-se sempre nas votações do OM/GOP, tendo em 2025 votado contra.
Com o regresso ao Poder na Câmara de Beja, em aliança com o PSD/CDS/IL (Coligação Beja Consegue), a Coligação Democrática Unitária (CDU), votou uma década depois, também na Câmara como na Assembleia Municipal o Orçamento Municipal e as Grandes Opções do Plano para 2026.
A única diferença é que na declaração de voto na aprovação do Executivo, não houve qualquer referência ao aumento do tarifário da água proposta pela Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMAS) de Beja.
Agora, na Assembleia Municipal e justificando que é matéria de orçamento municipal, a CDU garante a defesa da gestão pública da água, na qual não acompanhará qualquer manobra que vise o avanço na privatização da gestão da mesma e justificou que: “esta posição de princípio foi transposta para o voto contra o aumento no preço nas tarifas da água, posição tida pelos vereadores da CDU em reunião de Câmara, pelo facto de penalizar ainda mais os munícipes pela faturação da água, num quadro em que Beja já está entre os Municípios do país com a fatura mais alta”, rematam.
Teixeira Correia
(jornalista)


