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Habitação: Rendas sobem 16% num ano e atingem novo máximo de 1.450 euros em janeiro.

O preço da habitação continua a disparar, tanto no arrendamento como na venda, neste capítulo, o valor médio de venda cresce 11,5% e fixa-se nos 435.000 euros. O Barómetro Geral de janeiro de 2026, do Imovirtual analisa a compara os dados de janeiro de 2026 com dezembro de 2025 e janeiro de 2025.

A renda média nacional alcançou 1.450€ em janeiro de 2026, refletindo uma subida de +7,4% face a dezembro (1.350€) e um aumento de +16% em termos homólogos (1.250€). A evolução confirma a continuidade da pressão no mercado de arrendamento, com subidas generalizadas e poucos sinais de abrandamento.

No Sul, a pressão é mais evidente. A renda média regional sobe para 1.200€, refletindo uma valorização mensal de +9,1% e anual de +20%. Évora acompanha esta trajetória e fixa-se igualmente nos 1.200€ (+9,1% no mês; +20% em termos homólogos), enquanto Setúbal avança para 1.250€, após uma subida mensal e anual de +4,2%, reforçando a pressão na área metropolitana alargada de Lisboa. Faro mantém-se entre os distritos mais caros do país, nos 1.300€, estável face a dezembro, mas com uma valorização anual de +8,3%. Já Portalegre sobe para 610€ (+10,9% mensal; +1,7% anual), enquanto Beja recua para 750€ em termos mensais (-6,3%), mantendo ainda um crescimento homólogo de +7,1%.

No mercado de compra, o preço médio nacional de venda atingiu os 435.000€ em janeiro de 2026, traduzindo uma pequena subida de +1,2% face a dezembro e um crescimento anual de +11,5%, confirmando a continuidade da valorização observada ao longo de 2025.

No Sul, o preço médio regional sobe para 277.000€, refletindo uma valorização anual de +16,6%. Faro reforça a liderança regional ao atingir 590.000€, após uma subida mensal de +1,7% e anual de +23,2%, enquanto Setúbal avança para 492.000€, com um crescimento mensal de +2,5% e anual de +17,4%, acompanhando o movimento de procura proveniente da Área Metropolitana de Lisboa. Também em mercados mais periféricos se registam subidas relevantes, com Portalegre aatingir 132.000€ (+1,5% mensal; +29,4% anual) e Beja a fixar-se nos 196.000€ (+0,5% mensal; +18,8% anual).

Os dados de janeiro mostram que o arrendamento continua a crescer a um ritmo superior ao da venda, intensificando a pressão sobre o acesso à habitação, sobretudo nos grandes centros urbanos, no Sul e em algumas regiões insulares. Em paralelo, o mercado de compra mantém uma trajetória de valorização consistente, cada vez mais alargada a distritos fora dos eixos tradicionais.

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