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Tecnocrónica: redes sociais e mais sobre redes sociais

O acesso precoce às redes sociais tem impactos difíceis de reverter no desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças, identificados na sala de aula e consultórios por professores e psicólogos, que defendem uma maior regulação.

Ademar Dias

Jornalista

Rádio Horizonte Algarve/ Tavira

“Uma das primeiras coisas que noto é a capacidade de reter a atenção por um período consistente, que dê para aprender alguma coisa, para reter conhecimento”, começa por relatar Rita Mendes, professora de música com alunos do pré-escolar ao 3.º ciclo, que diz ser fácil distinguir os alunos que têm acesso às redes sociais daqueles que não têm.

Além da dificuldade de concentração, Rita Mendes identifica entre os mais “digitais” lacunas no vocabulário, uma maior dificuldade em exprimirem sentimentos ou, por exemplo, explicarem algum conflito que tenha ocorrido durante o recreio.

No mesmo âmbito, 24% dos portugueses admite sentir-se mal consigo ou com o seu estilo de vida devido ao conteúdo que vê nas redes sociais, segundo um estudo divulgado pela Intrum, que aponta para impactos na saúde e finanças.

Os dados revelam que 76% dos portugueses consideram que estas plataformas promovem expectativas financeiras pouco realistas, acima da média europeia de 70%.

Entre os consumidores classificados como “frágeis”, 38% afirmam que os padrões de vida apresentados por influenciadores prejudicaram a sua saúde mental, enquanto entre os consumidores considerados “resilientes” essa percentagem desce para 19%.

Uma publicação de Adam Mosseri, líder do Instagram, revela uma nova funcionalidade que permitirá aos utilizadores personalizarem o algoritmo da rede social.

Trata-se de um teste, nem todos os utilizadores têm acesso a esta novidade, mas esta ferramenta poderá, no futuro, tornar-se universal.

O executivo partilhou um pequeno vídeo onde mostra uma nova forma dos utilizadores acederem ao menu que permite personalizar o algoritmo. Poderá saber-se quais os temas em que o algoritmo se está a focar mais, podendo aí escolher-se remover ou adicionar outros.

Esta nova área assemelha-se a um bot de conversação de Inteligência Artificial.

A Meta começou a disponibilizar a possibilidade de reservar um nome de utilizador, antes da chegada da funcionalidade a todos os utilizadores, prevista para mais tarde este ano.

Até agora, para comunicar com alguém através do WhatsApp era necessário partilhar o número de telefone. Com esta alteração, bastará indicar o nome de utilizador, à semelhança do que já acontece noutras aplicações.

O número de telefone continuará a ser obrigatório para criar uma conta no WhatsAp, no entanto deixará de ser visível para pessoas com quem inicia uma conversa através do nome de utilizador.

E no cinema o destaque vai para a estreia do filme de animação “Mínimos e os Monstros” (“Minions and Monsters” no título original).

Esta é a história turbulenta, ridícula e totalmente verdadeira de como os Mínimos conquistaram Hollywood, se tornaram estrelas de cinema, perderam tudo, libertaram monstros no mundo e depois uniram-se para tentar salvar o planeta do caos que acabaram de criar.

Realizada por Pierre Coffin, o elenco conta com atores como Zoey Deutch, Jeff Bridges e Allison Janney.

Trailer da versão original em https://www.youtube.com/watch?v=0aPYTxOMIk4&t=1s e da versão em língua portuguesa em https://www.youtube.com/watch?v=kY6y1PiAe_8

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