Os eleitos da Coligação Democrática Unitária (CDU), reuniram para fazer o balanço de um ano governação do Executivo do Município de Beja, que a CDU suporta, dando maioria à coligação PSD/CDS/IL (Beja Consegue) que venceu as eleições autárquicas de 2025, concluíram que “a intervenção dos eleitos da direita se traduziu num enorme fracasso”.
Recorde-se que nas eleições de 12 de outubro foram eleitos, como presidente Nuno Palma Ferro e como vereadores Liliana Cabecinha ambos do PSD/CDS/IL, Paulo Arsénio e Maria João Ganhão do PS, Vítor Picado e Evaristo Amaro da CDU e David Catita do Chega, que tomaram posse a 31 de outubro. A 11 de novembro era revelado que a Coligação Democrática Unitária (CDU)-PCP/PEV iria assumir pelouros no Executivo da Câmara Municipal de Beja, dando assim maioria à coligação PSD/CDS/IL, liderada por Nuno Palma Ferro, tornando na única viabilização nas 308 autarquias em Portugal que junta CDU à maioria de direita.
No comunicado emitido pela CDU onde dá conta das decisões dos eleitos comunistas no encontro, foi apontada a “intervenção distintiva”, pela positiva da CDU, apontando como exemplo “a gestão dos pelouros atribuídos ao vereador da CDU (leia-se Vítor Picado), nomeadamente a cultura, as acessibilidades, o turismo e o património”, realçando ainda a intervenção do vereador da CDU sem pelouros atribuídos (leia-se Evaristo Amaro), “que tem desempenhado um papel importante na colocação de problemas e propostas nas reuniões de Câmara”, resumiram.
A CDU aponta algumas situações em que considera que durante o primeiro ano de governação, o Executivo liderado por Nuno Palma Ferro falhou:
1-Na limpeza urbana da cidade;
2-A falta de reparação de caminhos, na sequência das intempéries, no interior dos perímetros urbanos, na remoção de habitações que ruíram, algumas para a via pública, pondo em perigo a circulação pedonal e rodoviária;
3-A falta de cumprimento da legislação sobre a transferência de competências da Câmara para as Juntas de Freguesia;
4-Na área da habitação, depois da perda de milhões de euros do PRR, da responsabilidade do executivo municipal do PS, assistiu-se à incapacidade de dar continuidade a alguns processos cuja maturidade era do conhecimento público e que deveriam estar já a ser executados, casos dos agrupamentos Beja I, Beja II e Bairro João Barbeiro, para além do conjunto de habitações devolutas do município;
5-O maior afastamento entre a responsabilidade política do executivo e a estrutura operacional;
A concluir os comunistas sustentam que “uma autarquia não se gere a partir de slogans e frases mais ou menos redondas, mas vazias de conteúdo prático”. Os eleitos da CDU terão, refere a coligação “como sempre, uma atitude vigilante e interventiva, fazendo críticas sempre que as mesmas se imponham e apresentando propostas para resolver os problemas”, justificam.
Importa lembrar que dois dias após a tomada de posse dos eleitos da Câmara Municipal de Beja, a 2 de novembro de 2025, Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, afirmou num comício em Aljustrel que “estamos perante um país que está a saque com a quadrilha do PSD, do CDS-PP, do Chega e da IL, essa autêntica quadrilha do roubo de direitos”, três dos quartos partidos com quem os comunistas se uniram na autarquia da capital do Baixo Alentejo.
Teixeira Correia
(jornalista)


