A cidade de Beja vai ter, até final de 2026, um hospital privado, num projeto a nascer na Avenida Catarina Eufémia, junto ao Campo de Futebol do Bairro da Conceição, na saída Este da cidade na ligação a Serpa/Espanha.
A unidade hospitalar vai ser composta por dois polos, uma área hospitalar e outra assistencial, orientada para cuidados continuados e paliativos, sendo que vão ter capacidade para 80 e 20 camas respetivamente.
O equipamento vai também albergar mais de uma centena de postos de trabalho, para além de possibilidade fazer TAC’s e ressonâncias magnéticas e ainda duas salas de bloco operatório, nove blocos de fisioterapia e 48 salas de cuidados médicos.
O investimento é promovido pela BBT Investimentos, que detém parte da rede hospitalar Sanfil Medicina e as unidades de cuidados assistenciais GEHC.
Mesmo que sem revelar o valor total, o Dr. Pedro Marcelino, administrador da BBT, revelou que «grande parte» dos 76 milhões de investimentos anunciados a nível nacional ficarão pela cidade do Baixo Alentejo.
Desta forma, o administrador vincou que «o nosso empreendimento será de facto marcante para Beja e para a região Sul do país», uma vez que «Beja não tinha infraestruturas privadas desta dimensão».
Sublinhou que este novo serviço «vem acrescentar valor, complementando os serviços já prestados com dedicação pela Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, numa dinâmica mais abrangente, mais integrado e mais acessível».
«Esta nova unidade é para a região, numa lógica integrada de serviços para todas as fases da vida», acrescentou do Dr. Pedro Marcelino, dizendo ainda que «mais do que de um investimento em saúde, o que estamos a concretizar é um investimento em Beja e no interior».
O administrado realçou ainda que o novo hospital será um espaço de «inclusão» para todos os que «reclamem a prestação de cuidados de saúde». No entanto, apontou um desafio: «A atração de profissionais altamente qualificados».
Ainda assim, destacou que este investimento é «uma semente de desenvolvimento regional» e que a entidade dá este passo «com convicção, responsabilidade e visão».
Já Paulo Arsénio, presidente da autarquia, realçou que «naturalmente que vimos este investimento de uma forma muito positiva», mesmo que haja «risco», nomeadamente pela fraca densidade populacional da região.
Porém, «é muito positivo, sob vários pontos de vista», uma vez que «permite ampliar as respostas dos cuidados de saúde existentes na região, que nesta altura são unicamente respostas de carácter público».
Mas também pela «fixação de pessoal técnico especializado e estamos a falar de pessoal médico e não só» e ainda por «toda a dinamização da economia local em redor de um empreendimento desta natureza».
O autarca vincou a «grande carência» de cuidados assistenciais no Baixo Alentejo. Contudo, «esta unidade irá dar uma resposta».
«Só temos a agradecer por realizarem este investimento em Beja, porque vai ser com certeza muito bem-sucedido e muito aguardado pela nossa população», atirou ainda Paulo Arsénio.
Fonte e fotografia: oDigital


