Sábado, Abril 18, 2026

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Cáritas/Beja: Presidente da instituição afirma na CIMBAL que o CAES vai encerrar.

Presidente da Direção da Cáritas Diocesana de Beja confirmou perante os autarcas da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) que o Centro de Acolhimento de Emergência Social (CAES) vai encerrar.

A afirmação de Isaurindo Oliveira, foi feito durante a reunião ordinária do Conselho Intermunicipal respeitante ao mês de setembro, onde o presidente da Direção da Cáritas Diocesana de Beja, sustentou que o CAES “irá em breve cessar a sua atividade, decorrente do subfinanciamento para o seu funcionamento, assim como pela complexa tipologia e disparidade de utentes rececionados”, segundo publicação da CIMBAL na rede social facebook.

Na a referida publicação e tendo em conta o apoio financeiro que dez municípios do Baixo Alentejo haviam concedido, com o objetivo de apoiar a execução do projeto de reabilitação do edifício, com apoio do PRR, onde funciona o CAES e a não concretização do projeto, “ficou acordada a devolução da verba”, de 60 mil euros que tinha sido aprovada em junho de 2023.

A CIMBAL refere na publicação que “da parte dos municípios presentes, foi manifestado o desapontamento e a insatisfação respeitante ao encerramento desta resposta, deixando o Baixo Alentejo “a descoberto” no que respeita ao acolhimento de emergência social”, resumiram.

Recorde-se que no passado dia 28 de agosto, a Rádio Pax (RP) noticiou que o equipamento iria encerrar portas no próximo dia 1 de novembro. De acordo com a informação avançada na altura pela estação, a decisão “já comunicada, pela Cáritas à Segurança Social e à Secretária de Estado, surgia após dois anos de funcionamento em condições consideradas “insuportáveis” por quem trabalha diariamente no local, sem meios adequados para prestar a assistência que os utentes necessitam”, justificou a RP.

Na sequência dessa notícia a Rádio Pax, o deputado do PSD, Gonçalo Valente, veio a público afirmar que a referida informação era “falsa”. Posteriormente, e em declarações à Rádio Pax, o deputado admitiu que todos os pontos da notícia correspondiam à realidade, com exceção da referência ao encerramento do CAES.

Gonçalo Valente sublinhou à RP estar a acompanhar o processo “desde a primeira hora, de muito perto”, garantindo não ter “dúvidas de que a resposta que está a ser preparada irá servir os interesses da Instituição”.

Depois da afirmação de Isaurindo Oliveira aos autarcas da CIMBAL resta perguntar: Há alguma instituição local, ou exterior ao concelho, já preparada para receber “a chave da porta” do Centro de Acolhimento de Emergência Social (CAES) ?

Teixeira Correia

(jornalista)

Foto: CIMBAL

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