A revisão da dotação financeira anunciada pela CCDR, que passou de 80 milhões de euros para 20 milhões, após uma reunião entre a Comissão Diretiva do Alentejo 2030, a Infraestruturas de Portugal (IP) e a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), tem levado a um rol de posições antagónicas, emergentes de diversos sectores da sociedade civil e política.
Visando o esclarecimento de todo o imbróglio e “apurar e avaliar com toda a transparência e verticalidade as responsabilidades de todos os envolvidos neste processo” e, segundo um comunicado do deputado do PSD eleito pelo Círculo de Beja, Gonçalo Valente, entregou na Assembleia da República um requerimento “para uma audição” do Presidente da CCDR Alentejo, do Secretário de Estado das Infraestruturas e do Presidente das Infraestruturas de Portugal.
A mais recente reestruturação do financiamento da modernização da Linha Ferroviária do Alentejo, no troço Casa Branca-Beja, levou o deputado a solicitar a audiência dos três visados para evitar que decisões na e para a região “onde a culpa nunca tem rosto”, justificou.
Da reunião tripartida, a CCDR divulgou que “foi confirmado que as intervenções previstas no troço ferroviário Casa Branca-Beja apresentam ainda um baixo grau de maturidade, encontrando-se os respetivos procedimentos em fase de preparação”, tendo por sua vez a IP contestado a redução do financiamento alegando ser uma “decisão unilateral” da primeira.
Agora é aguardar a aceitação do requerimento e pelas explicações das três partes, Presidente da CCDR Alentejo, do Secretário de Estado das Infraestruturas e do Presidente das Infraestruturas de Portugal.
Teixeira Correia
(jornalista)


