Odemira: Adiado julgamento dos cinco militares da GNR que se realizaria em Beja.


Foi adiado o julgamento dos cinco militares do Destacamento Territorial de Odemira da GNR, que deveria ter começado hoje no Juízo Criminal de Beja.

As razões do adiamento prendem-se com as condicionantes provocadas pela pandemia do novo Coronavírus, não existindo ainda novas datas para o início do referido julgamento.

Os arguidos, André R., 36 anos, militar no posto de Odemira, João L., 28 anos, Ruben C., 24 anos, Luís D., 30 anos e Nelson L., 27 anos, os quatro do posto de Vila Mova de Milfontes, estão acusados em co-autoria de oito crimes, sendo quatro de ofensa à integridade física qualificada, dois de sequestro e dois de violação de domicílio por funcionário.

Um dos arguidos responde ainda pela prática de um crime de falsificação de documento.

Detidos em 8 de maio de 2019, após uma operação da PJ de Setúbal, depois de presentes a tribunal os arguidos ficaram suspensos de funções, proibidos de contatarem com outros militares dos postos de Odemira e Vila Nova de Milfontes (na foto), tendo um deles fica sujeito à “obrigação de permanência na habitação (prisão domiciliária)”.

De acordo com o despacho de acusação do Ministério Público (MP) de Odemira os arguidos estão acusados de terem seguidos todos para a localidade de Longueira-Almograve, onde “forçaram um portão e depois a porta de uma habitação, baterem gratuitamente, em indivíduos indianos com que se depararam, nomeadamente, Kuldeep Kumar”.

O caso teve origem num jantar num jantar que se realizou a 30 de setembro de 2018, num restaurante de Almograve, que juntou cerca de 25 trabalhadores agrícolas indianos, “patrocinado” por Gurjit Singh, que segundo a acusação.

Teixeira Correia

(jornalista)


Share This Post On
468x60.jpg