Odemira: GNR investiga assédio sexual em posto da UCC.


A GNR investiga assédio sexual no posto posto da Entrada da Barra, Zambujeira do Mar (Odemira) da Unidade de Controlo Costeiro.

Um militar do Posto de Controlo Costeiro da Entrada da Barra, em Zambujeira do Mar, concelho de Odemira, está a ser investigado pelo eventual assédio sexual a uma funcionária da limpeza. O caso já foi comunicado ao Ministério Público de Odemira.

Os factos chegaram ao conhecimento da comandante do Destacamento de Sines da Unidade de Controlo Costeiro da GNR, uma oficial com a patente de capitão, através de uma carta sem remetente, tendo de imediato dado conhecimento do casos aos seus superiores.

A oficial ouviu a mulher alvo do presumível assédio sexual que revelou ter sido vítima “de contatos físicos no pátio e no interior das instalações” e posteriormente o militar que negou todos os factos e que tivesse tido qualquer atitude menos decorosa para com a funcionária.

Colocado perante os factos pelo Lidador Notícias (LN), o Tenente-coronel Hélder Barros, chefe da Divisão de Comunicação e Relações Públicas (DSRP), confirmou a situação, explicando que “foi determina a abertura de um processo inverto, para a averiguar as circunstâncias da ocorrência, tendo os factos sido também comunicados ao Ministério Público”.

O oficial justificou que o processo, “sobre o alegado episódio de assédio sexual por parte do militar, aconteceu na sequência de uma denúncia anónima”, rematou.

O porta-voz do Comando Geral da Guarda, não esclareceu qual a patente do militar envolvido no caso e se o mesmo foi alvo de alguma suspensão provisória ou se foi mudado de subunidade.

Fonte ligada à instituição e conhecedora do processo não tem dúvida em afirmar que “foi uma armadilha interna montada ao militar em causa”, acrescentando que a denuncia terá partido de alguém “com mais pano nos ombros do que o acusado”, concluiu.

PJ de Setúbal investiga outros dois casos na GNR

O antigo comandante do Posto de Odemira, um segundo-sargento, que foi primeiro colocado em Ourique e posteriormente em Torres Novas, foi denunciado por “perseguição e emissão de multas aos condutores de viaturas que transportavam trabalhadores asiáticos”, mais grave é o facto imputado de que se fazia acompanhar de um civil que empunhava uma pistola, possuía distintivo e vestia colete tático da GNR”. O civil é dono da oficina para onde encaminhadas as viaturas dos cidadãos multados para “fazer reparações”.

Um outro caso, tem ligação a um anterior processo que condenou militares do Posto de Vila Nova de Milfontes por agressão a imigrantes indianos. Aquando da detenção em 8 de maio de 2019, a PJ apreendeu e analisou os telemóveis de dois dos arguidos, tendo detetado fotografias e vídeos em que outros cidadãos asiáticos são humilhados, sendo obrigados a fazerem flexões, polichinelos e a rastejar tanto no exterior como no interior do posto. Além dos proprietários dos aparelhos, outros dois militares, que assistiam à humilhação, foram constituídos arguidos, podendo ser acusados de abuso de poder, ofensas corporais e no limite de sequestro, arriscando uma pena de prisão superior a cinco anos.

Estes dois casos que o LN já trouxe a público, foram na altura confirmados pelo porta-voz da GNR.

Teixeira Correia

(jornalista)


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