A Resilantejo envia 31%, sendo a terceiro sistema que menos envia para aterro, a Gesamb 49%, a Valnor 60%, a Ambilital 69% e finalmente a Amcal 84%, sendo o terceiro sistema mais resíduos envia para aterro.
Segundo um trabalho do Jornal de Notícias, há Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU) que estão a enviar quase todo o lixo que recebem para aterro. De acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), dos 23 SGRU existentes em Portugal Continental, “19 encaminham mais de 60% do total dos resíduos urbanos (RU) que recepcionam para aterro”, uma realidade que pouco tem mudado nos últimos anos.
Segundo o relatório da APA referente a 2024, na Região Alentejo a Resialentejo (Almodôvar, Barrancos, Beja, Castro Verde, Mértola, Moura, Ourique e Serpa) é a que melhores resultados apresenta, enviando 31% para aterro, sendo a terceira entre os 23 SGRU.
Segue-se a Gesamb (Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas e Vila Viçosa) com 49%, Valnor (Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sôr, Portalegre, Sousel e mais 10 municípios de outros distritos), com 60%, a Ambilital (Alcácer do Sal, Aljustrel, Ferreira do Alentejo, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines) com 69%, e finalmente a Amcal (Alvito, Cuba, Portel, Viana do Alentejo e Vidigueira) com 84%, a terceira pior dos sistemas de recolha de resíduos.
Síntese dos resultados apurados por SGRU relativamente à deposição em aterro
A Resialentejo reduziu em 30% em três anos, passando de 61% em 2021 para 31% em 2024 (2021-61%, 2022-55%, 2023-43% e 2024-31%), a Gesamb reduziu em 16% nesse período, passando de 65% para 49% (2021-65%, 2022-60%, 2023-57% e 2024-49%) e a Ambilital passou de 90% para 69%, reduzindo 21% (2021-90%, 2022-90%, 2023-84% e 2024-69%). No polo aposto a Valnor aumentou em 25, passado de 56% para 58% em três anos (2021-56%, 2022-52%, 2023-57% e 2024-58%) finalmente a Amcal aumento em 18% o aumento de depósito em aterro passando de 66% para 84% em três anos (2021-66%, 2022-75%, 2023-84% e 2024-84%).
A Lipor e a Valorsul são os únicos dois SGRU que já cumprem a meta de 10% de deposição em aterro que Portugal terá de cumprir até 2035.
Resialentejo recicla mais de 100 mil toneladas de resíduos e só em 2024 evitou o abate de 50 mil árvores
Segundo os dados constantes do site da empresa, o encaminhamento para reciclagem de 2525 toneladas de papel e cartão, em 2024, permitiu a poupança de mais de 50 mil árvores, 6,5 milhões de litros de água e 6.565 kW de eletricidade, o que representa uma economia significativa de recursos naturais.
Atualmente, em Portugal, mais de 57% dos resíduos urbanos (últimos dados do RARU) ainda acabam em aterro e milhões de embalagens recicláveis são desperdiçadas todos os dias. Porém, no Baixo Alentejo, território onde a Resialentejo gere os resíduos urbanos, desde 2001, a deposição de resíduos em aterro caiu drasticamente (apenas 26%), enquanto a preparação para reutilização e reciclagem disparou 62%, com um investimento nos últimos anos no reforço da recolha seletiva, com mais ecopontos e circuitos dedicados para aumentar a reciclagem.
Teixeira Correia
(jornalista)


