Os dados finais apurados pela GNR apontam para um total de 1360 acidentes, 15 mortos, 29 feridos graves e 449 feridos ligeiros. Uma das vítimas mortais registou-se em Almodôvar, distrito de Beja.
Segundo a GNR, a operação deste ano, que durou mais um dia do que a do ano passado, foi mais negativa a todos os níveis: mais 313 acidentes rodoviários, mais oito vítimas mortais, mais cinco feridos graves e mais 112 feridos ligeiros.
Uma pessoa morreu nos 176 acidentes registados pela GNR no último dia da operação “Natal Tranquilo”, elevando para 15 o total de vítimas mortais. Uma das vítimas mortais registou-se no distrito de Beja, num acidente que ocorreu na zona de Porteirinhos, concelho de Almodôvar e que vitimou um militar da GNR de 27 anos.
De acordo com os dados registados na quarta-feira, o último dia da operação “Natal Tranquilo”, houve ainda três feridos graves e 44 feridos ligeiros nos acidentes ocorridos nas estradas sob jurisdição da GNR.
O distrito com mais acidentes registados no último dia da operação foi o Porto (29), seguido de Lisboa (24), Faro e Aveiro (16), Braga (13), Viseu (11) e Coimbra e Leiria (11).
A vítima mortal foi registada num acidente ocorrido no distrito de Faro e os três feridos graves em desastres em Lisboa, Viseu e Beja, acidente no IC1, em Aldeia de Palheiros, concelho de Ourique, com dois feridos graves.
O troço do IC 1, entre o cruzamento de Panoias e Santana da Serra, na distância de 55 quilómetros é conhecido como no concelho “corredor da morte” (veja destaque no fundo da peça).
A operação “Natal Tranquilo” decorreu entre as 21 horas da passada sexta-feira e as 24 horas de quarta-feira e, no total, registou 15 vítimas mortais. Este número é mais do dobro do valor registado na operação da GNR em 2017 (7 mortos).
De acordo com os dados divulgados pelo Comando Territorial de Beja (CTBeja) da GNR, entre 17 e 23 de dezembro nas estradas do distrito registaram-se 40 acidentes, resultando em dois mortos, um ferido grave e 19 feridos leves. Houve a detenção de seis pessoas, cinco por condução sem habilitação legal e uma por condução sob efeito do álcool.
Das 278 infrações detetadas pelos militares do CTBeja, destacam-se: 29 relacionadas com tacógrafos, 19 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças, 11 por condução com Taxa de Álcool no Sangue superior ao permitido por lei, 9 por falta de inspeção periódica obrigatória, 8 por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório, 4 por excesso de velocidade e 3 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução.
Os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), revelam que entre 1 de janeiro e 21 de dezembro de 2018, no distrito de Beja registaram-se 2.135 acidentes, mais 58 do que no ano passado, com 22 mortos, mais 2 do que no mesmo período de 2017.
Entre 22 de dezembro de 2017 e 21 de dezembro de 2018, há o registo de 23 mortos, mais 3 do em igual período de 2016 a 2017.
IC1- Troço de 55 Kms é “corredor da morte”
O troço do IC 1, que liga Lisboa ao Algarve, entre os quilómetros 645, no cruzamento de Panóias, e o 700, em Santana da Serra, que tem nas zonas de Aldeia dos Palheiros e Portela do Lobo, as “mais negras” da via, é definido pelos bombeiros e populares do concelho de Ourique, como o “corredor da morte”.
Com o acidente de ontem (quarta-feira), entre 1 de janeiro e 26 de dezembro, registaram-se 16 acidentes, com 12 feridos ligeiros, 14 graves e 1 morto, descritos por fonte dos bombeiros como “números mais felizes dos registados no ano passado”.
Em 2017, os números da sinistralidade naquele troço foram muito mais graves, tendo-se registado 21 acidentes, dos quais resultaram 5 mortos. Quanto a feridos houve o registo de 30 feridos, 18 considerados como leves, 8 graves e 4 assistidos no local. Em dois dos acidentes houve 8 pessoas que se recusaram a ser assistidos.
Teixeira Correia
(jornalista)


