Terça-feira, Maio 19, 2026

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(Última hora) Operação Espelho: Procuradora pede condenação de oito arguidos por tráfico de pessoas e associação criminosa.

A Procuradora do Ministério Público (MP) de Beja, pediu na manhã desta segunda-feira a condenação de oito dos treze arguidos acusados dos crimes de tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal, associação de auxílio à imigração ilegal, um de branqueamento de capitais e falsificação ou contrafação de documento.

A magistrada pediu também a condenação de seis das sete empresas, entre outros pelos crimes de tráfico de pessoas.

Nas alegações finais do processo que resultou da “Operação Espelho-Évora”, Jaquelina Mendes apontou Elvis Stinga (na foto), um cidadão romeno, de 37 anos, como o cabecilha de uma associação criminosa “que se juntaram de forma organizada, estável e lucrativa, com tarefas especificas para explorar os trabalhadores”, acrescentando que os mesmos “criaram empresas de fachada para encobrir os valores conseguidos de forma ilegal”, justificando a condenação dos mesmos.

Entre os oito arguidos estão seis cidadãos romenos, um moldavo e uma cidadã portuguesa, tendo a Procuradora a absolvição de um cidadão espanhol e a sua empresa e de um cidadão romeno. De fora e julgados em processos autónomos, ficaram em arguido romeno, um moldavo e uma peruana, sobre quem pende um mandado de captura internacional.

Entre arguidos que estão a ser julgados, dez pessoas, seis estão em prisão preventiva e,  sete sociedades comerciais, estando acusados da prática de 35 crimes, sendo trinta de tráfico de pessoas, um de auxílio à imigração ilegal, um de associação de auxílio à imigração ilegal, um de branqueamento de capitais, um de falsificação ou contrafação de documento e um de detenção de arma proibida.

Jaquelina Mendes, sustentou que “toda a matéria junta aos autos confirma a atividade criminosa dos arguidos, a que se juntam as declarações, para memória futura, das vítimas e as dos arguidos em primeiro interrogatório que foram contraditórias e evasivas” sustentando que o Coletivo de Juízes, não deve valorar as mesmas”, rematou.

Durante o resto do dia de hoje e todo o dia de amanhã são destinados às alegações finais dos advogados de defesa, que vão defender a absolvição dos seus clientes, cimentado os pedidos em falta de provas para condenar os arguidos.

Teixeira Correia

(jornalista)

 

 

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