O cidadão moldavo, de 40 anos, que hoje começou a ser julgado no Tribunal de Beja, pela autoria de dois incêndios junto ao Lar Colina do Carmo, o bairro na periferia da cidade de Beja, negou a autoria dos crimes de que está acusado, assumindo fumar, a posse de um isqueiro e da faca e de ingerir bebidas alcoólicas.
Na noite de 18 de agosto do ano passado, enquanto um incêndio lavrava, o homem terá ateado outro incêndio, tendo Mihail Golban sido localizado por um bombeiro que o reteve até à chegada da PSP, que de uma mochila que transportava apreendeu uma caixa de fósforos, um isqueiro e uma faca.
As chamas deflagraram cerca das 22h50 e só foram dadas como extintas quatro horas depois e que só não teve consequências mais gravosas face à rápida intervenção dos bombeiros, tendo sido mobilizados 43 operacionais, apoiados por 13 viaturas das corporações de Beja, Cuba, Vidigueira, Ferreira do Alentejo e Serpa.
Em consequência da atuação do suspeito, ardeu uma área aproximada de 3,7849 hectares de coberto vegetal herbáceo e arbustivo. O incêndio desenvolveu-se em zona próxima de uma habitação onde se encontravam animais, máquinas e outros bens pessoais, tendo o incêndio provocado um prejuízo superior a cinco mil e cem euros.
Em resultado direto da intervenção operacional no combate ao incêndio, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) suportou um custo global de 855,47 euros, que pretende que sejam pagos pelo arguido.
O individuo, residente na cidade de Beja, em situação de permanência irregular em território português, estando acusado de dois crimes de incêndio florestal, um agravado e outro na forma tentada e um crime de detenção de arma proibida.
O Ministério Público requereu que ao arguido, que se encontra em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Beja, seja aplicada a pena acessória de expulsão de Portugal.
Teixeira Correia
(jornalista)


