Odemira: GNR esqueceu-se de notificar um dos militares reintegrados.


O Comando Geral da Guarda Nacional Republicana não notificou um dos quatro militares que o Tribunal da Relação de Évora mandou reintegrar, na sequência da condenação do casos das agressões em Almograve (Odemira).

João Lopes, um dos quatro militares que pertenciam ao Destacamento Territorial de Vila Nova de Milfontes do Comando Territorial de Beja (CTBeja) da GNR, que foram mandados reintegrar pelo Tribunal na Relação de Évora (TRE), “não foi notificado de tal decisão pela Guarda”.

A garantia foi dada ao Lidador Notícias (LN) por um familiar do militar, de 29 anos, residente em Aldeia Viçosa, concelho e distrito da Guarda, que justificou que “é uma situação que não percebemos e estranhamos. O João é o único dos quatro militares que não está envolvido num outro caso que está a ser investigado pela PJ e foi o que ficou esquecido”, rematou a nossa fonte.

A explicação do familiar do militar, são plausíveis com as explicações anteriormente prestadas ao LN pelo Porta-voz da Guarda, Tenente-coronel João Fonseca que confirmou que “três militares já regressaram ao serviço e um irá regressar brevemente”, não tendo pormenorizado as razões desse adiamento.

João Lopes chegou ao posto da GNR de Vila Nova de Milfontes, concelho de Odemira, em outubro de 2017, tendo as agressões aos trabalhadores indianos, que estiveram na origem da condenação corrido no último dia do mês de setembro de 2018. Em dezembro desse ano foi admitido no posto da Chamusca, onde veio a ser detido 6 meses depois pela PJ, no âmbito do referido processo. Em fevereiro de 2020, João Lopes foi afetado ao posto da GNR de Gouveia, mantendo-se suspenso de funções. O militar passou a residir com os pais, cuja residência dista cerca de 40 quilómetros do posto de Gouveia.

Quanto aos outros três militares mandados reintegrar pelo TRE, apresentaram-se no início da passada semana nos comandos onde foram colocados. Luís Delgado, de 31 anos, no CTBeja, Rúben Candeias, 24 anos, e Nelson Lima, 28 anos, ambos no CTSetúbal, tendo ficado por cumprir a reintegração de João Lopes.

Dos quatros implicados no processo, o único que se manteve afeto ao Comando Territorial de Beja, a que pertence a subunidade de Vila Nova de Milfontes, foi Luís Delgado. Segundo apurou o LN, o militar que reside em Boavista dos Pinheiros, concelho de Odemira, ficou colocado na Companhia de Comando e Serviços do CTBeja, sem funções definidas, mas a mais de 110 quilómetros da residência, percurso que faz duas vezes por dia.

Quantos aos processo internos que ainda estão decorrer, visando os militares, o Porta-voz do CG referiu que “as questões devem ser colocadas à Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI), uma vez que os processos correm termo nesse organismo”, justificou.

Teixeira Correia

(jornalista)


Share This Post On
468x60.jpg